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Segmentação de contatos e consentimento: guia LGPD

Publicado em 11/08/20269 min de leitura

Segmentar bem não é só sobre conversão — é também a forma mais direta de não estourar a LGPD numa campanha. Disparar para "todos os contatos" sem pensar em quem autorizou o quê é como um convite ao descadastro em massa (ou pior, a uma reclamação na ANPD). Este guia mostra como organizar contatos em grupos, usar campos personalizados e entender como o consentimento por canal entra na jogada antes de qualquer envio sair.

O que é segmentação de contatos, na prática

Segmentar é dividir sua base em recortes menores para mandar a mensagem certa para quem faz sentido — clientes de uma cidade, quem comprou um produto específico, quem tem uma consulta amanhã. No three-pulse isso é feito por meio de grupos de contatos: coleções nomeadas, com um contato podendo pertencer a vários grupos ao mesmo tempo (não é um sistema de tag livre por contato, é associação por grupo).

Grupos: manuais ou criados automaticamente na importação

Existem dois jeitos de um grupo existir: criado manualmente por você (nomeie e adicione contatos como quiser) ou criado automaticamente quando você importa uma planilha — a importação já organiza os contatos importados naquele momento num grupo próprio, sem precisar montar a lista na mão depois. Os dois tipos funcionam do mesmo jeito depois de criados: podem ser renomeados, usados como audiência de campanha e ter membros adicionados ou removidos a qualquer momento.

Campos personalizados: o dado por trás da segmentação e da mensagem

Cada contato guarda atributos livres — cidade, plano contratado, data de um compromisso, valor de uma fatura, o que fizer sentido para o seu negócio. Esses campos servem para dois propósitos ao mesmo tempo: aparecem como variáveis de mesclagem no template (substituídas pelo dado real de cada destinatário no envio) e ajudam a decidir quem vai para qual grupo. A tela de contatos mostra os nomes de campo já usados no workspace, o que ajuda a não criar "cidade" e "Cidade" como dois campos diferentes por descuido.

Importação por CSV: mapeamento e deduplicação

A importação lê o CSV, tenta identificar sozinha as colunas de e-mail e telefone (com opção de corrigir manualmente) e mostra uma prévia das primeiras linhas antes de confirmar. As demais colunas viram campos personalizados automaticamente. Contatos são conciliados por e-mail ou telefone já existente no workspace: quem já está cadastrado é atualizado com os dados novos, quem não está é criado — a importação inteira roda como uma operação só, então uma planilha que estoura o limite de contatos do seu plano não é parcialmente aplicada.

Consentimento por canal: separado do grupo

Grupo é sobre audiência (quem eu quero alcançar); consentimento é sobre permissão (quem autorizou aquele canal específico). São duas coisas guardadas separadamente no cadastro do contato: cada canal — e-mail, SMS, voz — tem seu próprio status de consentimento, com data e origem. Um contato pode estar no grupo "Clientes ativos" e, ainda assim, não receber um SMS daquele grupo se ele revogou o consentimento de SMS especificamente, mesmo continuando com e-mail autorizado.

Como o envio filtra automaticamente antes de disparar

Ao montar uma campanha, a audiência é "todos os contatos do workspace" ou um grupo específico — essa escolha define o universo inicial. Mas o universo inicial não é quem efetivamente recebe: antes do disparo, a plataforma cruza esse grupo com o consentimento do canal escolhido e com a lista de supressão (descadastro, hard bounce, exclusão via DSAR) e só envia para quem passa nas duas checagens. Isso acontece em toda campanha, automaticamente — não depende de alguém lembrar de filtrar a planilha antes de subir.

As camadas que decidem quem recebe
CamadaO que verificaQuando é aplicada
Audiência da campanhaTodos os contatos do workspace, ou só um grupo escolhidoNa montagem da campanha
Consentimento do canalSe aquele contato autorizou e-mail, SMS ou voz especificamenteAntes do disparo, por contato
SupressãoDescadastro, hard bounce, reclamação ou exclusão (DSAR)Antes do disparo, independe do grupo
Quem recebe de fatoEstá no grupo (ou "todos") E tem consentimento válido E não está suprimidoChecado no momento do envio, não depois

O que a segmentação ainda não faz

Vale ser direto sobre uma limitação: hoje não existe, na tela de campanha, um filtro dinâmico por valor de campo personalizado (algo como "todos com cidade = São Paulo") aplicado no momento do disparo — a audiência é "todos" ou um grupo já montado. Na prática, isso não impede segmentar por atributo: você monta o recorte no próprio grupo (nomeando-o pelo critério, ex.: "Clientes SP") e mantém os membros atualizados por importação recorrente ou pela API de contatos, em vez de depender de um filtro on-the-fly na hora de disparar.

Boas práticas: segmentar sem furar a LGPD

  • Nomeie grupos pelo critério que representam ("Newsletter — consentimento", "Compromissos de amanhã") para não misturar bases com finalidades e bases legais diferentes no mesmo grupo.
  • Nunca junte uma lista comprada com uma lista de consentimento próprio no mesmo grupo — trate como origens distintas.
  • Revise as colunas mapeadas (e-mail, telefone) antes de confirmar a importação — um mapeamento errado manda mensagem para o contato errado.
  • Lembre que remover um contato do grupo não é a mesma coisa que suprimi-lo: um contato descadastrado continua no grupo (a membership não muda), mas fica inelegível para receber em qualquer envio até a supressão ser revertida — o filtro de supressão é o que bloqueia o envio, não a saída do grupo.
  • Rode a pré-checagem (preflight) da campanha antes de disparar — ela mostra quantos contatos do grupo escolhido realmente vão receber depois do filtro de consentimento e supressão, o que costuma ser menor que o total de membros do grupo.

Como montar um envio segmentado em 5 passos

  1. Importe seus contatos por CSV (ou use a API) — a importação já cria um grupo com o lote e transforma colunas extras em campos personalizados.
  2. Confira em Contatos quais campos personalizados já existem antes de criar um novo, para evitar duplicidade de nomes.
  3. Crie (ou ajuste) um grupo manual para o recorte que não veio pronto da importação, adicionando e removendo membros conforme o critério.
  4. Na campanha, escolha esse grupo como audiência e monte o template com as variáveis de mesclagem que fizerem sentido.
  5. Rode a pré-checagem antes de disparar e confira o relatório por destinatário depois — quem foi filtrado por falta de consentimento ou supressão aparece separado de quem recebeu.

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Perguntas frequentes

Grupo e consentimento são a mesma coisa?

Não. Grupo define a audiência pretendida (quem eu quero alcançar); consentimento define a permissão por canal (quem autorizou receber e-mail, SMS ou voz). A plataforma cruza os dois antes de qualquer disparo — estar no grupo não garante o envio se o consentimento daquele canal específico não existir.

Dá para filtrar a campanha por valor de campo personalizado direto na tela de disparo?

Ainda não existe um filtro dinâmico por atributo no momento do disparo — a audiência é "todos os contatos" ou um grupo já montado. O jeito de segmentar por campo hoje é manter o recorte refletido no próprio grupo, atualizando os membros por importação ou API.

Um contato duplicado na importação vira dois cadastros?

Não. A importação concilia por e-mail ou telefone já existente no workspace — se encontrar, atualiza o cadastro; se não encontrar, cria um novo. Não duplica o contato.

O mesmo grupo pode ser usado para campanhas de e-mail e de SMS?

Sim — o grupo em si é neutro em relação a canal. A diferença acontece na hora do envio: o consentimento verificado é o do canal daquela campanha específica, então o mesmo grupo pode ter alcance diferente numa campanha de e-mail e numa de SMS.

Grupos criados pela importação funcionam igual a um grupo criado manualmente?

Sim. Depois de criado, um grupo de importação pode ser renomeado, ter membros adicionados ou removidos e ser usado como audiência de campanha do mesmo jeito que um grupo montado manualmente.

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